Não cabe tudo. É preciso arranjar espaço para as dimensões da vida que de facto nos aumentam.
Por isso, neste tempo de quase advento, proponho deitar fora. Deitar fora sem dó nem piedade, tudo o que possa estar a ocupar indevidamente espaço no meu coração.
Deixar tudo limpo, arranjar vazio, arranjar horizonte. Tornar a vida leve para poder aliviar o peso de alguém, para poder encher-me com os sonhos de alguém, para poder deixar viver em mim mais do que o meu ser.
Esvaziar-me, desprender-me. E assim encher-me de sentido.
23 de novembro de 2009
5 de novembro de 2009
sentir
Sentir implica parar ou, pelo menos, abrandar. Como para ouvir o bater do coração. Para sentir o ritmo da vida, para sentir o outro, mas sobretudo para sentirmos o que temos cá dentro, temos que sossegar.
Pode parecer louco nos dias agitados do tempo que vivemos pretender fazer menos, menos coisas, menos esforços. Mas fazendo menos temos a possibilidade de fazer melhor. E assim fazemos mais.
Por vezes fico parada vendo o rodopio à minha volta e sinto, como quando saímos do eléctrico em andamento, o chão fugir-me debaixo dos pés.
Pode parecer louco nos dias agitados do tempo que vivemos pretender fazer menos, menos coisas, menos esforços. Mas fazendo menos temos a possibilidade de fazer melhor. E assim fazemos mais.
Por vezes fico parada vendo o rodopio à minha volta e sinto, como quando saímos do eléctrico em andamento, o chão fugir-me debaixo dos pés.
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