Sentir implica parar ou, pelo menos, abrandar. Como para ouvir o bater do coração. Para sentir o ritmo da vida, para sentir o outro, mas sobretudo para sentirmos o que temos cá dentro, temos que sossegar.
Pode parecer louco nos dias agitados do tempo que vivemos pretender fazer menos, menos coisas, menos esforços. Mas fazendo menos temos a possibilidade de fazer melhor. E assim fazemos mais.
Por vezes fico parada vendo o rodopio à minha volta e sinto, como quando saímos do eléctrico em andamento, o chão fugir-me debaixo dos pés.
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