Sinto que podia viver a vida toda nesta estação.
As cores, o silvo dos primeiros ventos, o aconchego da casa. O ritmo com que se prepara o Inverno nas tradições dos diferentes locais: as compotas, a lenha... Guardar para depois, prevenir, aproveitar a abundância para os tempos menos fecundos.
Parece-me uma metáfora da vida. A ideia de que não temos as coisas (e as pessoas) disponíveis para sempre e de que é preciso armazenar, guardar e preservar. Para mais tarde poder saborear.
É pena que acabe depressa...
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