O sentido do que a vida nos trás nem sempre é claro. Mas penso que raramente é a nosso desfavor que as coisas surgem no nosso caminho.
Mais complicado do que compreender o sentido das coisas difíceis é compreender o sentido, o alcance e o valor das coisas boas. Sentirmo-nos melhor por ultrapassar uma dificuldade, sim. Mas, e o que fazer quando as coisas boas nos surgem em catadupa? Como ultrapassar o contentamento fácil, como evitar o orgulho ou a arrogância de achar que se nos acontece é porque merecemos, somos capazes ou fizémos por isso?
Nada do que temos ou do que nos acontece tem um valor em si, absoluto. Tudo é caminho e deve levar-nos a sermos melhores. Se as coisas boas nos fizerem sermos maus, fora com elas.
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